Compressores de palhetas rotativas a seco

Os compressores de palhetas rotativas a seco geram ar comprimido limpo e totalmente isento de óleo, sem risco de contaminação do processo. Partilham a tecnologia das bombas de vácuo de palhetas a seco, mas orientada para a geração de sobrepressão, o que os torna uma solução robusta e de manutenção simples para aplicações industriais que exigem ar comprimido sem óleo.

Aplicações dos compressores de palhetas rotativas a seco

● Solução ideal ○ Solução possível consoante o processo
Aplicações / Tecnologia MVS-P MVD MV MVS-V MVC MVCP MVS-VP MVR MVF
Embalagem e alimentar ○ ○ ● ○ ● ●
Laboratório e investigação científica ● ○ ○ ○ ●
Indústria pesada e metalurgia ○ ● ● ○ ●
CNC, madeira e artes gráficas ● ○ ● ● ● ●
Ambiente e transporte ● ● ● ○
Petróleo e gás ○ ● ○ ● ●
Médico e hospitalar ● ● ●
Semicondutores e revestimentos ● ● ●

MVS-P: Compressores de palhetas rotativas a seco

MVD: Bombas de palhetas rotativas lubrificadas de duplo estágio

MV: Bombas de palhetas rotativas lubrificadas

MVS-V: Bombas de palhetas rotativas a seco

MVC: Bombas de vácuo de garra

MVCP: Compressores de garra

MVS-VP: Bombas mistas de palhetas rotativas a seco (vácuo e pressão)

MVR: Bombas Roots (de vácuo)

MVF: Bombas de vácuo de membrana

Vantagens dos nossos compressores de palhetas rotativas a seco

  • Ar comprimido totalmente isento de óleo, sem contaminação do processo
  • Construção robusta e tecnicamente simples
  • Manutenção limpa e reduzida
  • Tecnologia comprovada, partilhada com as bombas de vácuo de palhetas a seco
Mais vantagens da nossa série MVS-P

Perguntas frequentes

É um compressor volumétrico no qual um rotor com palhetas de grafite gira de forma excêntrica no interior de um estator, sem óleo na câmara de bombagem. Aspira ar da atmosfera e fornece-o a uma pressão superior, com as palhetas de grafite autolubrificante a assegurar em simultâneo a vedação e a lubrificação através do contacto contínuo com a parede do estator, sem necessidade de fornecimento externo de lubrificante. O resultado é ar comprimido totalmente isento de óleo, ideal para processos que exigem um fornecimento limpo e sem contaminação.

Mecanicamente, são a mesma máquina: o que muda é a forma de a ligar ao processo. Numa bomba de vácuo, a admissão é ligada ao recinto que se pretende evacuar e a descarga é encaminhada para a atmosfera, gerando vácuo no ponto de aspiração. Num compressor acontece o contrário: a admissão capta ar da atmosfera e a descarga é ligada ao processo ou ao reservatório, fornecendo o ar a uma pressão superior à atmosférica. Por isso, na tecnologia de palhetas rotativas a seco, a mesma construção é comercializada como bomba de vácuo ou como compressor, consoante a utilização prevista. Se procura uma bomba de vácuo desta tecnologia, consulte a nossa série MVS-V.

Não, não necessita de óleo na câmara de bombagem. A vedação e a lubrificação no ponto de contacto entre as palhetas e o estator são asseguradas pelo próprio material das palhetas: a grafite autolubrificante mantém um contacto contínuo de baixo atrito com a parede do estator, sem necessidade de fornecimento externo. Esta é a característica fundamental da tecnologia: como o ar comprimido não entra em contacto com qualquer lubrificante, o fornecimento é totalmente limpo. Os rolamentos e os componentes externos à câmara têm lubrificação própria, mas esta está isolada do circuito do ar e não afeta a qualidade do ar comprimido fornecido ao processo.

Ambas as tecnologias geram ar comprimido totalmente isento de óleo, mas com diferenças reais. O compressor de palhetas rotativas a seco é mais compacto, tecnicamente simples e oferece um investimento inicial inferior, ideal para aplicações descentralizadas e de gama moderada. O de garra (claw), pelo contrário, funciona sem contacto interno, o que lhe proporciona maior eficiência energética, menor desgaste e manutenção mais reduzida a médio e longo prazo, em troca de um investimento inicial superior. Se o seu processo exige um funcionamento contínuo com otimização do custo operacional, consulte a nossa série MVCP de compressores de garra.

Os compressores de palhetas rotativas a seco trabalham na gama de baixa e média pressão. Na nossa série MVS-P, a pressão de trabalho atinge até 1,5 bar consoante o modelo, que é a gama ideal para aplicações descentralizadas —arejamento, transporte pneumático, processos de embalagem, fornecimento de ar limpo em pontos específicos de uma linha de produção— em que não são necessárias as altas pressões típicas de uma rede centralizada de ar comprimido. Se a sua aplicação precisa de pressões significativamente superiores, contacte-nos e iremos orientá-lo para a tecnologia mais adequada dentro do nosso catálogo ou do dos nossos parceiros.

Sim, o desgaste natural das palhetas gera uma pequena quantidade de pó de grafite que é incorporada no ar comprimido descarregado. Na grande maioria das aplicações industriais, esta quantidade é insignificante e não constitui qualquer problema, uma vez que a grafite é inerte e não reativa. Em processos especialmente sensíveis à contaminação por partículas —determinadas aplicações farmacêuticas de alta pureza, semicondutores avançados ou processos alimentares de contacto direto—, recomenda-se a instalação de um filtro a jusante do compressor para reter as partículas antes de chegarem ao processo. É uma solução simples e económica que mantém todos os benefícios do funcionamento sem óleo.

A manutenção é simples e limpa. Limita-se principalmente à substituição periódica das palhetas de grafite —que são o elemento de desgaste previsível desta tecnologia— e à limpeza ou substituição do filtro de aspiração. Não é necessário gerir óleo, nem filtros de óleo, nem separadores, nem resíduos perigosos derivados do lubrificante, o que simplifica significativamente as tarefas e reduz o custo operacional face aos compressores lubrificados. O intervalo real de substituição das palhetas depende das condições de trabalho e do modelo; a nossa equipa técnica pode aconselhá-lo de acordo com a sua aplicação concreta.

Os compressores de palhetas rotativas a seco são ideais para aplicações industriais que exigem ar comprimido limpo e isento de óleo a pressões moderadas. Aplicações típicas: transporte pneumático de granulados, pós ou produtos alimentares; processos de embalagem que exigem ar limpo para o enchimento ou a selagem; arejamento de tanques e reservatórios no tratamento de águas e em processos industriais; CNC, madeira e artes gráficas para funções de sopro e limpeza; e, em geral, qualquer processo descentralizado em que a ausência de contaminação por óleo e a simplicidade de manutenção sejam requisitos essenciais.